Em uma ação comunicada em julho do ano passado, o Banco Central anunciou a retirada gradual das cédulas da primeira família do real, lançada há 30 anos.
Com o tempo, essas notas se deterioraram, causando dificuldades no reconhecimento dos elementos de segurança e problemas logísticos para os bancos.
A decisão foi baseada na necessidade de modernizar o papel-moeda em uso, atualizando as cédulas desgastadas por versões mais seguras e eficientes. As novas cédulas, da segunda família do real, oferecem maior segurança devido a tecnologias antifalsificação avançadas e design diferenciado.
Como será feita a substituição das cédulas antigas?
As cédulas da primeira família do real continuam tendo curso legal e poderão ser usadas normalmente em negociações e outras transações.
O Banco Central não exige uma troca imediata das notas dos cidadãos; o processo ocorreu de maneira gradual à medida que as notas antigas foram devolvidas ao sistema bancário, sendo então elevadas por cédulas da nova família.
Os bancos são instruídos a cobrar e encaminhar essas cédulas antigas, promovendo a substituição ao longo do tempo. Estima-se que atualmente elas dependam de cerca de 3% do dinheiro em circulação no país, facilitando uma transição sem impactos significativos para a economia.
Quais são as novidades da segunda família do real?
Lançada a partir de 2010, a segunda família do real trouxe inovações importantes com células de tamanhos diferentes e dispositivos de segurança aprimorados.
Alguns incluem marcas de água incluídas, números ocultos visíveis sob luz específica e fios de segurança visíveis sob luz ultravioleta, tornando a falsificação mais complexa.
Essas mudanças visam não apenas proteger contra fraudes, mas também aprimorar a experiência de trabalho para comerciantes e cidadãos, garantindo que a identificação e a inclusão das notas sejam mais acessíveis.
Qual o impacto da retirada das cédulas antigas para colecionadores?
Além de questões práticas e de segurança, a retirada das cédulas antigas traz um aspecto interessante para os colecionadores.
Algumas das notas da primeira família, especialmente em bom estado de conservação ou edições limitadas como a nota de R$ 10 em polímero lançada em 2000, já estão ganhando interesse no mercado de colecionismo.
Este movimento de retirada pode aumentar seu valor com o passar do tempo, à medida que essas cédulas se tornem cada vez mais raras. Os colecionadores atentos podem se beneficiar ao procurar essas cédulas exclusivas, seja para enriquecimento de suas coleções ou como investimento.






